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Indicadores econômicos

Para obter as previsões mais recentes sobre os impactos econômicos causados pela pandemia do coronavírus, consulte a plataforma de rastreamento de Respostas Políticas para COVID-19 do FMI para as principais respostas econômicas dos governos.

Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo, à frente da China. Depois de uma década de crescimento, o PIB voltou a ficar negativo como consequência da pandemia da COVID-19, que foi agravada pelo crescimento das desigualdades e infraestrutura obsoleta, que estão desacelerando o potencial de crescimento do PIB. Contudo, a economia se recuperou rápido do impacto, retormando o crescicmento do PIB em 5,7% em 2021, impulsionado pelo forte consumo privado, investimentos e pelo suporte dado pelas políticas fiscais e monetária altamente flexíveis. Como as condições financeiras mais restritivas afetaram negativamente a demanda, o crescimento do PIB desacelerou para 1,6% em 2022, e deve reduzir ainda mais para 1% em 2023 e 1,2% em 2024 (FMI).

No que diz respeito às finanças públicas, as medidas orçamentais implementadas para conter os efeitos da crise provocada pela COVID-19 pesaram  no orçamento do Estado, resultando num déficit de -9,5% do PIB em 2021 (FMI). Apesar de alguns gastos adicionais previstos na nova lei de infraestruturas, o déficit caiu para -4% em 2022, graças à eliminação progressiva das medidas relacionadas com a pandemia e à retoma da atividade econômica. O aperto da política monetária deverá conter o crescimento do déficit fiscal do governo geral para -5,3% do PIB em 2023 e -6% do PIB em 2024 (FMI). O rácio dívida pública/PIB, já em trajetória ascendente nos últimos anos, aumentou de forma consistente para financiar a despesa concedida para apoiar as famílias e as empresas, atingindo 134,5% em 2020 (FMI). O aperto fiscal ajudou a diminuir o peso da dívida para 122,1% do PIB em 2022, e o FMI prevê que ele aumente para 122,9% do PIB em 2023 e 126% do PIB em 2024. Os EUA, no entanto, desfrutam de flexibilidade de financiamento incomparável, sendo o emissor do Dólar americano, a principal moeda de reserva do mundo. A inflação aumentou de forma acentuada para atingir 8,1% em 2022, em meio a altos preços de energia, interrupções persistentes na cadeia de suprimentos e escassez de mão de obra (FMI). A guerra na Ucrânia exacerbou os aumentos dos preços da energia e dos alimentos. O FMI prevê que a inflação volte para a meta do FED de 2% (3,5% em 2023 e 2,2% em 2024), em meio ao relaxamento das restrições da cadeia de suprimentos e a um ajuste nos preços globais de energia. O orçamento de 2023 se concentra na redução do déficit, saúde, manufatura, inclui iniciativas climáticas e aloca 44,9 bilhões de dólares para ajuda à Ucrânia.

O primeiro impacto da crise da COVID-19 foi pesado para o mercado de trabalho dos EUA, com a taxa de desemprego disparando para 8,1% em 2020 (FMI). No entanto, recuperou-se rapidamente com o desemprego caindo para 3,7% no final de 2022 (FMI). No entanto, devido à desaceleração da economia, o FMI vê um aumento no desemprego, com uma taxa prevista de 4,6% em 2023 e 5,4% em 2024. Os cidadãos americanos desfrutam de um dos maiores PIB (PPC) per capita do mundo, estimado em mais de 75.000 dólares em 2022 pelo FMI. No entanto, as desigualdades ainda são significativas, pois tendem a ser agravadas pelas atuais políticas públicas de saúde (com aumento do número de pessoas sem plano de saúde). Em 2021, a taxa de pobreza era de 11,6%, com 37,9 milhões de pessoas na pobreza, nível semelhante ao de 2020 (Censo dos EUA – dados mais recentes disponíveis).

 
Indicadores de crescimento 20222023 (E)2024 (E)2025 (E)2026 (E)
PIB (bilhões de USD) 25.462,7326.949,6427.966,5529.048,8930.223,88
PIB (crescimento anual em %, preço constante) 2,12,11,51,82,1
PIB per capita (USD) 76.34380.41283.06385.87788.935
Saldo do Balanço de Pagamentos (em % do PIB) -6,5-8,8-7,6-7,6-7,2
Dívida Pública (em % do PIB) 121,3123,3126,9130,3132,9
Índice de inflação (%) n/a4,12,82,42,2
Taxa de desemprego (% da população economicamente ativa) 3,63,63,83,93,6
Balanço das transações correntes (bilhões de USD) -971,59-795,15-783,17-778,35-772,83
Balanço das transações correntes (em % do PIB) -3,8-3,0-2,8-2,7-2,6

Fonte: IMF – World Economic Outlook Database, October 2021

Principais setores econômicos

Os EUA é um país altamente industrializado com altos níveis de produtividade e uso de tecnologias modernas. Os principal setores são o agrícola (milho, soja, carne bovina e algodão), fabricação de máquinas, produtos químicos, alimentício, automobilístico, além de um mercado terciário em crescimento, com foco em finanças, novas tecnologias, seguros, imóveis, aluguéis e alocações. O setor agrícula norte-americado é, sem dúvidas, um dos maiores do mundo. A Califórnia sozinha produz mais de um terço dos legumes do país e dois terços de seus frutos frescos e secos. Contudo, a agricultura não representa mais do que 1% do PIB dos EUA e emprega 1% da população ativa (Banco Mundial, últimos dados disponíveis). De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos EUA, levando em consideração o setor alimentício e indústrias relacionadas, o setor primário contribuiu para o PIB com 1.264 trilhões de dólares em 2021, uma participação de 5,4% (somente a produção das fazendas americanas contribuiu com 164,7 bilhões de dólares). Em 2021, 21,1 milhões de novos empregos de jornadas integrais e reduzidas foram relacinados aos setores agrículas e alimentícios - 10,5% do total empregatício dos EUA. Na mais recente pesquisa, existiam 2,02 milhões de fazendas em 2020, de um total de 897 mihçies de acres (USDA).


Com uma extensa variedade de atividades, o setor industrial representa mais de 17,9% do PIB e emprega 20% da população ativa (Banco Mundial). Além dos setores mencionados acima, os EUA também são líder mundial nas indústrias aeroespacial e farmacêutica. A abundância de recursos naturais tornou os EUA líder na produção de vários minerais e lhes permite manter uma produção diversificada. O país é o maior produtor mundial de gás natural líquido, de alumínio, de eletricidade e de energia nuclear, e o terceiro produtor mundial de petróleo. Há vários anos que a extração de gás de xisto vem se desenvolvendo em grande escala.
 O setor manufatureiro sozinho conta com 12% do valor agregado do país (Departamento do Comércio dos EUA). De acordo com os últimos dados do Gabinete de Análise Econômica, as indústrias privadas de produção de bens diminuíram 10,4% no segundo trimestre de 2022.

A economia dos EUA é essencialmente baseada nos serviços. O setor terciário representa mais de três quartos do PIB (77,6%) e emprega mais de 79% da população ativa (Banco Mundial). Uma grande porção do PIB é composta pelo setor financeiro, de seguros, imobiliário, locação e arrendamento (20,1% no terceiro trimestre de 2022) e pelo setor de serviços profissionais e de negócios (13,1%). O setor governamental (como os de níveis federal, estatal e local) foi composto por 11,6% do PIB do país; enquanto a participação do setor educacional, de saúde e de assistência social tem aumentado para 8,4% à frente de atacados (6,3%) e varejo (5,7% - Departamento de Comércio dos EUA). Os números mais recentes do Gabinete de Análise Econômica mostram que a contribuição das indústrias produtoras de serviços privados dos EUA para o PIB aumentou 2% em relação ao segundo trimestre de 2022. Nas indústrias produtoras de serviços privados, os principais contribuintes para o aumento foram assistência médica e assistência social; serviços profissionais, científicos e técnicos; bens imobiliários e aluguel e leasing; e serviços de alojamento e alimentação. Compensando parcialmente esses aumentos, houve uma queda no comércio atacadista.

 
Divisão da atividade econômica por setor Agricultura Indústria Serviços
Emprego por setor (em % do emprego total) 1,7 19,2 79,2
Valor agregado (em % do PIB) 1,0 17,9 77,6
Valor agregado (crescimento anual em %) -19,5 3,3 6,6

Fonte: World Bank, Últimos dados disponíveis. Devido ao arredondamento, a soma das percentagens pode ser superior / inferior a 100%.

 

Obtenha mais informações sobre o seu setor de atividade em nosso serviço Estudos de mercado.

 
 
 

Indicador de liberdade econômica

Definição

O indicador de liberdade económica mede dez componentes da liberdade económica, divididos em quatro grandes categorias: a regra de direiro (direitos de propriedade, nível de corrupção); O papel do Estado (a liberdade fiscal, as despesas do governo); A eficácia das regulamentações (a liberdade de inciativa, a liberdade do trabalho, a liberdade monetária); A abertura dos mercados (a liberdade comercial, a liberdade de investimento e a liberdade financeira). Cada um destes dez componentes é medido numa escala de 0 a 100. A nota global do país é uma média das notas dos 10 componentes.}}

Nota:
74,8/100
Posição mundial:
20
Posição regional:
3

Mapa de liberdade econômica no mundo
Fonte: Índice de Liberdade Econômica 2017

 

Classificação do ambiente de negócios

Definição

O ranking de ambiente de negócios mede a qualidade ou a atratividade do ambiente de negócios nos 82 países abrangidos pelas previsões do The Economist. Este indicador é definido pela análise de 10 critérios: o ambiente político, o ambiente macroeconômico, as oportunidades de negócios, as políticas no que diz respeito a livre iniciativa e concorrência, as políticas no que diz respeito ao investimento estrangeiro, o comércio exterior e o controle do câmbio, a carga tributária, o financiamento de projetos, o mercado de trabalho e a qualidade das infraestruturas.

Nota:
8.30/10
Posição mundial:
7/82

Fonte: The Economist Intelligence Unit - Business Environment Rankings 2021-2025

 

Risco país

Consulte a análise de risco do país sugerida por Coface.
 

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Últimas atualizações em Outubro 2023